Edição de 17 de junho de 2026 · Enviada em 17 de junho de 2026
Fora do Feed - 17 de jun.
Tese da edição: a IA está ficando menos espetáculo e mais infraestrutura de decisão, produto e operação. Os sinais abaixo ajudam a separar ferramenta bonita de mudança real em mercado, liderança e vantagem competitiva.
IA deixa fase de testes e ganha prioridade no mercado brasileiro de software, diz Abes
EditorialLer matéria completa →Durante os últimos anos, a Inteligência Artificial foi tratada por muitas empresas como um laboratório de inovação: projetos-piloto, testes controlados e experimentos isolados. Em 2026, esse cenário mudou. Dados recentes da Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES) mostram que mais da metade dos executivos brasileiros já considera IA generativa e agentes de IA como prioridade estratégica para investimentos em tecnologia. Mais do que uma tendência, a IA passou a ocupar espaço central nas decisões corporativas. O movimento não acontece por acaso. Empresas estão buscando aumentar produtividade, automatizar processos, reduzir custos operacionais e criar novas formas de gerar valor. Nesse contexto, os agentes de IA ganham destaque por sua capacidade de executar tarefas complexas, interagir com sistemas e apoiar equipes em atividades que antes dependiam exclusivamente de intervenção humana. Mas a corrida pela adoção da IA também revela desafios importantes. Muitas organizações ainda enfrentam dificuldades para medir o retorno sobre investimento, garantir qualidade dos dados, modernizar sistemas legados e encontrar profissionais qualificados para liderar essa transformação. A realidade é que a vantagem competitiva dos próximos anos não estará apenas em quem adotar IA primeiro, mas em quem conseguir implementá-la com estratégia, governança e foco em resultados concretos. O Brasil continua sendo o maior mercado de tecnologia da América Latina e os investimentos seguem crescendo. A mensagem enviada pelo mercado é clara: a discussão não é mais se a IA fará parte das empresas, mas como ela será utilizada para transformar negócios, processos e experiências. Nesta edição, reunimos os principais movimentos, tendências e oportunidades que estão moldando essa nova fase da inteligência artificial no ambiente corporativo. Boa leitura!
Do negócio para a tecnologia: a aposta do Banco Carrefour em uma liderança que fala os dois idiomas
EditorialLer matéria completa →Por muito tempo, tecnologia e negócios caminharam em trilhas paralelas dentro das empresas. Enquanto uma área era responsável por inovação e infraestrutura, a outra tomava decisões estratégicas sobre crescimento, clientes e resultados. Essa divisão está desaparecendo. Os movimentos recentes do mercado mostram que as organizações mais competitivas estão aproximando cada vez mais a liderança tecnológica das decisões de negócio. O exemplo do Banco Carrefour reforça uma tendência que vem ganhando força em diversos setores: a ascensão de executivos capazes de conectar tecnologia, dados, operações e experiência do cliente em uma única estratégia. Essa mudança acontece porque a tecnologia deixou de ser apenas uma área de suporte. Hoje, ela influencia diretamente receita, eficiência operacional, relacionamento com clientes e vantagem competitiva. Em um ambiente marcado por inteligência artificial, automação e decisões orientadas por dados, empresas que mantêm barreiras entre TI e negócio tendem a perder velocidade de execução. O papel da liderança também está evoluindo. Os executivos mais valorizados já não são apenas especialistas técnicos ou gestores tradicionais. O mercado busca líderes capazes de traduzir oportunidades tecnológicas em resultados concretos, equilibrando inovação, governança, experiência do cliente e crescimento sustentável. A transformação digital dos próximos anos não será definida apenas pelas ferramentas adotadas, mas pela capacidade das empresas de criar estruturas mais integradas, onde tecnologia participe das decisões desde o início e não apenas da implementação. O recado para líderes e organizações é claro: o futuro pertence às empresas que conseguem unir visão de negócio, cultura de inovação e execução tecnológica em uma mesma direção. Nesta edição, exploramos como a convergência entre tecnologia e estratégia empresarial está redefinindo cargos, competências e modelos de liderança em todo o mercado. Boa leitura!
DataMint capta R$ 25M em rodada seed com Headline
EditorialLer matéria completa →Durante os últimos anos, grande parte das discussões sobre Inteligência Artificial esteve concentrada em produtividade, automação de tarefas e criação de conteúdo. Mas uma nova geração de empresas está mostrando que o verdadeiro potencial da tecnologia pode estar muito além dos escritórios. A captação de R$ 25 milhões da DataMint sinaliza uma mudança importante no mercado: a IA começa a ganhar espaço em operações industriais críticas, onde decisões erradas podem gerar impactos financeiros, ambientais e até riscos à segurança. Diferentemente das aplicações voltadas apenas para eficiência administrativa, a proposta da startup é utilizar inteligência artificial para apoiar decisões relacionadas à gestão de ativos, manutenção preditiva e operação de infraestruturas complexas. O foco não é substituir profissionais, mas ampliar sua capacidade de análise em ambientes onde confiabilidade e rastreabilidade são essenciais. Esse movimento revela uma tendência cada vez mais clara: a IA está migrando de projetos experimentais para problemas de negócio de alto impacto. Empresas dos setores de energia, óleo e gás, saneamento, indústria e infraestrutura buscam tecnologias capazes de transformar grandes volumes de dados em recomendações acionáveis e auditáveis em tempo real. Outro aspecto relevante é que a nova geração de soluções corporativas não depende exclusivamente de modelos generativos. Em ambientes críticos, cresce a demanda por sistemas que combinem inteligência artificial, regras operacionais, otimização matemática e mecanismos de explicabilidade para garantir previsibilidade e conformidade regulatória. Para investidores, o aporte na DataMint reforça a confiança em startups que aplicam IA para resolver desafios concretos da economia real. Para as empresas, é um indicativo de que a próxima onda de transformação digital será medida não apenas pela adoção da tecnologia, mas pelos resultados operacionais que ela consegue gerar. A inteligência artificial está deixando de ser apenas uma ferramenta de produtividade. Ela começa a se consolidar como uma infraestrutura estratégica para decisões críticas, eficiência operacional e competitividade em larga escala. Boa leitura!
As novidades do WhatsApp que a Meta não te contou
EditorialLer matéria completa →O WhatsApp está mudando — e não é apenas sobre mensagens Com mais de três bilhões de usuários no mundo, o WhatsApp se tornou uma das infraestruturas digitais mais importantes da economia moderna. Mas as mudanças anunciadas recentemente pela Meta mostram que o aplicativo está deixando de ser apenas uma plataforma de comunicação para se tornar um ecossistema cada vez mais integrado aos interesses comerciais e estratégicos da empresa. Durante o evento Meta Conversations 2026, o destaque ficou para novos recursos voltados ao relacionamento entre empresas e consumidores. Entre eles, ferramentas de inteligência artificial para atendimento, otimização de campanhas de marketing e novos mecanismos de identificação de usuários dentro da plataforma. À primeira vista, as novidades prometem experiências mais eficientes e personalizadas. Na prática, porém, elas também reforçam uma tendência que vem se consolidando há anos: o WhatsApp está se transformando em uma poderosa plataforma de dados e negócios. Recursos que utilizam inteligência artificial para priorizar entregas, identificar usuários e aumentar taxas de engajamento mostram como a comunicação digital está cada vez mais orientada por algoritmos. Outro movimento relevante é a chegada dos nomes de usuário (@usernames), que poderão substituir a necessidade de compartilhar números de telefone em determinadas interações. Embora isso represente um avanço em privacidade sob alguns aspectos, a criação de identificadores permanentes e invisíveis para integração com sistemas corporativos também levanta novos debates sobre rastreabilidade e controle de dados. Ao mesmo tempo, a Meta amplia sua aposta em inteligência artificial dentro de seus produtos, consolidando uma estratégia que busca transformar conversas em experiências cada vez mais automatizadas e integradas ao seu ecossistema. O desafio será encontrar o equilíbrio entre conveniência, inovação e transparência para bilhões de usuários que utilizam o aplicativo diariamente. O futuro do WhatsApp não será definido apenas por novas funcionalidades. Ele será moldado pelas decisões que determinarão como dados, inteligência artificial e comunicação coexistirão em uma das plataformas mais influentes do planeta. Boa leitura!
O Brasil pode liderar a era da IA ou escalar o caos digital
EditorialLer matéria completa →O Brasil ainda pode liderar a era da Inteligência Artificial A corrida global pela Inteligência Artificial já começou. Governos, empresas e centros de pesquisa estão investindo bilhões de dólares para desenvolver infraestrutura, formar talentos e construir as plataformas que definirão a próxima geração da economia digital. Nesse cenário, uma pergunta se torna inevitável: qual será o papel do Brasil? Durante muito tempo, o país foi visto principalmente como consumidor de tecnologia. Mas a chegada da IA cria uma oportunidade rara de reposicionamento. Diferentemente de revoluções anteriores, em que a infraestrutura física representava uma barreira quase intransponível, a nova economia da inteligência abre espaço para que países desenvolvam soluções especializadas, formem ecossistemas de inovação e construam vantagens competitivas a partir de seus próprios desafios e mercados. No entanto, liderança em IA não será conquistada apenas pela adoção de ferramentas. Ela dependerá da capacidade de conectar três elementos fundamentais: dados de qualidade, capacidade de tomada de decisão e desenvolvimento de pessoas. A tecnologia pode acelerar processos e ampliar a produtividade, mas continua sendo o capital humano que define estratégia, contexto e direção. Ao mesmo tempo, cresce a percepção de que estamos entrando em uma nova fase da inteligência artificial. O foco deixa de estar apenas na geração de conteúdo e passa para sistemas capazes de executar tarefas, coordenar processos e apoiar decisões complexas dentro das organizações. Os chamados agentes de IA começam a ocupar posição central nas estratégias corporativas e prometem redefinir a forma como empresas operam. Mas existe um desafio que não pode ser ignorado. Liderar na era da IA exige visão de longo prazo. Significa investir em educação, infraestrutura digital, pesquisa aplicada e governança tecnológica. Significa também garantir que os ganhos de produtividade se convertam em crescimento econômico, inovação e desenvolvimento social. A oportunidade está diante de nós. O Brasil possui um dos maiores mercados digitais do mundo, um ecossistema empreendedor em expansão e setores estratégicos como agronegócio, energia, serviços financeiros e saúde, onde a inteligência artificial pode gerar impacto global. A questão já não é se a IA transformará a economia brasileira. A questão é se teremos a ambição necessária para liderar essa transformação. Boa leitura!
Custos de IA expõem problema de contexto e elevam gastos corporativos, diz Forrester
EditorialLer matéria completa →O maior custo da IA pode não ser a tecnologia Nos últimos anos, a corrida pela Inteligência Artificial foi marcada por uma lógica simples: quanto mais modelos, mais processamento e mais automação, melhores seriam os resultados. Mas a realidade corporativa está revelando um desafio muito mais complexo. À medida que as empresas ampliam seus investimentos em IA, cresce a percepção de que o principal obstáculo não está apenas no custo da infraestrutura ou das licenças. O verdadeiro problema pode estar na qualidade do contexto fornecido aos sistemas. Segundo análises recentes do mercado, organizações têm enfrentado despesas cada vez maiores para obter respostas precisas de seus modelos de IA. Em muitos casos, a necessidade de fornecer grandes volumes de informações contextuais aumenta o consumo de recursos computacionais, eleva custos operacionais e reduz a eficiência dos projetos. O fenômeno expõe uma realidade importante: inteligência artificial não é apenas uma questão de modelos avançados. Ela depende diretamente da qualidade dos dados, da organização do conhecimento corporativo e da capacidade das empresas de disponibilizar informações relevantes no momento certo. Esse cenário marca uma nova fase da transformação digital. Se nos últimos anos o foco estava em experimentar e adotar IA, agora a prioridade passa a ser eficiência. Executivos começam a questionar não apenas o que a tecnologia pode fazer, mas quanto valor ela realmente entrega em relação ao investimento realizado. A discussão também reforça a importância de estratégias como governança de dados, arquitetura de informação e gestão do conhecimento. Empresas que conseguem estruturar melhor seus dados tendem a obter resultados superiores com menos consumo de recursos, transformando a IA em uma vantagem competitiva sustentável. O futuro da inteligência artificial não será definido apenas pelos modelos mais poderosos. Ele será determinado pela capacidade das organizações de fornecer contexto, conhecimento e propósito para que esses sistemas operem de forma eficiente. Na economia da IA, a qualidade da informação pode valer mais do que a quantidade de processamento. Boa leitura!
Tivit cresce 20% em projetos de nuvem privada na esteira da IA
EditorialLer matéria completa →A corrida da IA está mudando a estratégia de nuvem das empresas Durante anos, a nuvem pública foi vista como o destino natural da transformação digital. Escalabilidade, flexibilidade e redução de custos fizeram com que empresas de todos os setores acelerassem sua migração para ambientes compartilhados. Agora, a ascensão da Inteligência Artificial está provocando um novo movimento no mercado. O crescimento dos projetos de nuvem privada observado por empresas como a Tivit revela uma mudança importante nas prioridades corporativas. À medida que aplicações de IA se tornam mais críticas para os negócios, cresce também a preocupação com desempenho, soberania dos dados, segurança e previsibilidade operacional. A nova geração de soluções baseadas em IA demanda uma infraestrutura muito diferente daquela utilizada em aplicações tradicionais. Modelos avançados exigem grande capacidade computacional, acesso rápido a dados e ambientes capazes de atender requisitos regulatórios cada vez mais rigorosos. Em muitos casos, a nuvem privada surge como uma alternativa para equilibrar inovação e controle. O movimento não representa o fim da nuvem pública. Pelo contrário. O que está emergindo é uma estratégia mais sofisticada, baseada em arquiteturas híbridas capazes de combinar escalabilidade, governança e eficiência. As empresas passam a escolher o ambiente mais adequado para cada carga de trabalho, especialmente quando a Inteligência Artificial entra em cena. Esse cenário também reflete uma mudança de maturidade no mercado. A discussão deixou de ser simplesmente "migrar para a nuvem" e passou a ser "como extrair valor da nuvem". A infraestrutura se transforma em um elemento estratégico para viabilizar projetos de IA, análise de dados e automação em larga escala. À medida que os investimentos em Inteligência Artificial aumentam, a capacidade de gerenciar ambientes complexos e garantir segurança dos dados se torna um diferencial competitivo. As organizações que conseguirem construir essa base estarão mais preparadas para capturar os ganhos de produtividade e inovação prometidos pela nova era digital. A corrida pela IA não está transformando apenas aplicações e processos. Ela está redefinindo a própria infraestrutura sobre a qual o futuro dos negócios será construído. Boa leitura!